Direção
de
Frederico
Barbosa
A Coleção
Alguidar foi criada para apresentar ao público obras de poesia
ou prosa inventiva de autores brasileiros e portugueses contemporâneos.
Publicando autores já consagrados, ou inéditos de qualidade,
tem como norma a exigência e o rigor. Busca revelar o vigor de uma
literatura feita com inteligência, fornecendo ao público leitor
de língua portuguesa o "biscoito fino" que ele merece. Procura seguir
à risca o ensinamento dos versos de João Cabral de Melo Neto
que lhe inspiraram o nome:
"Catar feijão se
limita com escrever:
jogam-se os grãos
na água do alguidar
e as palavras na da folha
de papel;
e depois, joga-se fora o
que boiar."
Já foram lançados os seis primeiros números da coleção. Confira abaixo:
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CANTAR DE AMOR ENTRE OS
ESCOMBROS
Frederico Barbosa
114 p. R$ 25,00
Cantar de Amor Entre os
Escombros inaugura a Coleção Alguidar. Quinto livro de
Frederico Barbosa, poeta já plenamente consagrado pelo público
e por nossa melhor crítica, reúne mais de 20 anos de poesia.
Os poemas mais antigos foram escritos em 1980, os mais recentes, em 2002.
Conta com vários poemas inéditos e outros que, mesmo quando
já conhecidos pelos leitores, ganham leituras diversas ao serem
agrupados de forma nova. Percebe-se com mais clareza o que são:
um cantar de amor entre os escombros. Como aponta Clenir Bellezi de Oliveira,
o livro apresenta "o amor multiplicando-se em circunstâncias de acasos,
permanências, enlevos de alma, sensualidades enroscadas em blues,
arrebatamentos de corpos, desencontros, encontros epifânicos, tudo
isso expresso numa polifonia de efeitos formais de competência rara". |
Clique para ler resenha de Linaldo Guedes (Correio das Artes)
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A REGRA SECRETA
Sebastião Uchoa Leite
82 p. R$ 25,00
A Regra Secreta compõe
o segundo volume da Coleção Alguidar. Sebastião Uchoa
Leite chega ao seu décimo título. Nessa poesia original misturam-se
variados universos de referência entre os quais transita o homem
contemporâneo. Com humor fino e auto-irônico, linguagem direta
e precisa ele investiga a 'memória das sensações'
e 'a história presente', reelabora poemas de Fernando Pessoa e seu
heterônimo Ricardo Reis e traduz outros de Jorge Guillén e
Antonio Machado. Por fim, em 'aos que perguntam' debruça-se sobre
as obras de Gettfried Benn, Fritz Lang e Beethoven, entre outros. |
Clique para ler resenha de Célia Pedrosa (Jornal do Brasil)
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GEOGRAFIA ÍNTIMA DO DESERTO
Micheliny Verunschk
120 p. R$ 25,00
Terceiro volume da Coleção Alguidar, o livro de Micheliny Verunschk é obra inovadora e contudente. Bem entende Mário Hélio esta poesia quando diz: “a dor e o prazer estão enredados no mesmo labirinto, se aninham e se fincam na carne ... É emoção concentrada, decantada. Mas com sutis crueldades e poucas concessões ... A música deste livro só se ouve bem se se deixa fluir por todo o corpo”, é o que em poucas palavras essa poesia resume tal o poder de sua linguagem poderosamente expressiva e que, por isso, é capaz de congregar simultaneamente o encantamento, a alegria e o prazer próprios de uma poesia verdadeira. É assim que essa pernambucana, de Arcoverde, vai compondo essa bela Geografia íntima do deserto.
A obra vem apresentada João Alexandre Barbosa, um dos maiores críticos literários do país, e por Mário Hélio, um dos mais influentes críticos da nova geração no Nordeste. |
Clique para ler resenha de Manuel da Costa Pinto (Folha de S. Paulo)
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BARROCIDADE
Amador Ribeiro Neto
128 p. R$ 25,00
Amador Ribeiro Neto nasceu em Caconde, São Paulo, mas mora atualmente em João Pessoa, Paraíba, onde é professor de literatura na Universidade Federal da Paraíba. “Samparaibano da gema”, é como ele próprio se define. Essa autodefinição já revela sua vocação para a síntese, o que afinal é como também pode se definir esse seu livro Barrocidade. Como bem aponta Glauco Mattoso, “Seu tirocínio de professor o instrumentaliza para que atinja o ambicioso objetivo de sintetizar, posmodernamente, elementos típicos da geléia geral brasileira ... a pernambucidade vibra através de João Cabral (que trocadilha com Pedro), Gonzagão, Alceu Valença ou Frederico Barbosa; a mineiridade é invocada em Rosa e Drummond; a baianidade, em Caetano, Gil e Tom Zé; a paraibanidade, em Augusto dos Anjos; a concretude, nos Campos, em Mallarmé ou Cummings; a musicalidade, em Rita Lee, Jackson do Pandeiro ou Itamar Assumpção; a paulistanidade, em suma, em todos eles juntos”.
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Clique para ler matéria de Linaldo Guedes (Jornal A União)
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POESIA DIGESTA (1974-2004)
Glauco Mattoso
232 p. R$ 35,00
A Coleção Alguidar comemora os 30 anos da carreira poética de Glauco Mattoso oferecendo ao público leitor do Brasil e de Portugal a primeira edição comercial, com ampla tiragem e distribuição, da obra, selecionada pelo próprio autor, de um dos mais importantes escritores do Brasil nas últimas três décadas.
Poucos nomes são tão conhecidos na poesia contemporânea brasileira quanto o de Glauco Mattoso. O pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva começou a se tornar célebre, ainda que no restrito círculo da poesia nacional, com a publicação, a partir de 1977, do JORNAL DOBRABIL, um boletim satírico precursor da onda de fanzines. Segundo o próprio autor: "uma tiragem ridícula de 100 ou 200 cópias ganhou dimensão de circulação e influência". Já se iniciava a construção de um mito: o misterioso poeta muito conhecido, bastante comentado e pouco lido. |
Clique para ler matéria de Cassiano Elek Machado (Folha de S.Paulo)
Clique para ler matéria de Manoel Ricardo de Lima (O Povo - CE)
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BRASIBRASEIRO
Antonio Risério e Frederico Barbosa
144p. R$ 25,00
Brasibraseiro é um livro de poesia escrito a quatro mãos. O antropólogo baiano Antonio Risério e o professor pernambucano Frederico Barbosa, dois dos mais contundentes poetas contemporâneos do país, uniram-se para, através da poesia, discutir interpretações e saídas para o Brasil. Os poemas se articulam em constante diálogo, seja sobre a questão amorosa, como o par Vers/Revers, seja nas recriações de textos importantes para a compreensão do país, como a Literatura de Informação quinhentista, a obra de Antonio Vieira, ou os manifestos da Conspiração dos Búzios, de 1798. Assim, de forma lúdica e poética, são discutidos temas fundamentais para a invenção do conceito de Brasil, como o confronto entre europeus e indígenas no descobrimento, a questão do negro, o carnaval e tantos outros. |
Clique para ler matéria de Augusto Pinheiro (Diário de Pernambuco)
Clique para ler matéria de Manuel da Costa Pinto (Folha de S.Paulo)
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